Haddad diz que governo central fechou 2025 com déficit primário de cerca de 0,1% do PIB

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou nesta terça-feira (13) que o **governo central brasileiro deve ter encerrado o ano de 2025 com um **déficit primário estimado em cerca de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), dentro da margem de tolerância da meta fiscal estabelecida para o período.

A meta fiscal para 2025 era de déficit zero, com tolerância de até 0,25% do PIB para mais ou para menos, e o resultado preliminar divulgado pelo ministro indica que o desempenho das contas públicas ficou mais próximo do centro do que do limite inferior autorizado.

O que significa o resultado


Segundo Haddad, a estimativa de 0,1% do PIB de déficit primário — que corresponde ao saldo das receitas e despesas do governo central antes do pagamento de juros da dívida — mostra uma **melhoria nos resultados fiscais em relação a anos anteriores e cumprimento da meta estabelecida pelo arcabouço fiscal.

O ministro destacou que o resultado ainda é preliminar e que os dados oficiais serão consolidados e apresentados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central apenas no final de janeiro de 2026.

Consideração de despesas fora da meta

Haddad também explicou que o cálculo que exclui certas despesas que não são contabilizadas na meta fiscal — como **precatórios e indenizações a aposentados — eleva o déficit para cerca de 0,48% do PIB, mas essas despesas não entram no cálculo oficial para aferição da meta.

O ministério tem destacado que a trajetória de resultados fiscais tem melhorado ao longo dos últimos anos, refletindo ajustes nas contas públicas que buscam equilibrar receitas e despesas dentro das regras fiscais vigentes.

Contexto e próximos passos

O anúncio ocorre em um momento em que a meta fiscal e o equilíbrio das contas públicas estão no centro de debates sobre sustentabilidade econômica e trajetória da dívida brasileira. O resultado consolidado para 2025 será referência para ajustes, projeções e decisões de política fiscal ao longo de 2026.