Veja como ficou a inflação do prato feito em 2025 e o que esperar de 2026

Os preços dos alimentos que compõem o chamado “prato feito” no Brasil — como arroz, feijão e carne — tiveram inflação mais contida em 2025, após uma alta mais expressiva no ano anterior. Segundo dados de indicadores oficiais de preços, a inflação de alimentos, que havia registrado um aumento de cerca de 7% em 2024, perdeu força em 2025, fechando o ano com alta acumulada em torno de 2,9% para esse grupo de consumo.

Essa desaceleração ocorreu em meio a fatores de oferta e demanda. A produção agrícola de itens básicos como arroz e feijão mostrou resultados mais favoráveis em 2025, ajudando a reduzir a pressão sobre os preços no varejo, enquanto a carne bovina registrou alta mais moderada comparada ao ano anterior.

Queda de preços de alguns alimentos

Em 2025, produtos como arroz e feijão apresentaram queda ou estabilização nos preços em relação ao crescimento visto em 2024, graças a safras maiores ou mais equilibradas. Já a carne bovina, mesmo mantendo preços elevados no ano, mostrou ritmo de alta menor, influência de uma oferta maior por conta de colheitas e abates mais intensos ao longo do ano.


Essa mudança se refletiu no custo médio do prato feito nas principais capitais, que apresentou menores reajustes ao longo de 2025 em comparação com os anos recentes de inflação de alimentos mais acentuada.

O que esperar de 2026

Para 2026, analistas e indicadores econômicos apontam que a pressão sobre os preços de alimentos pode continuar moderada, mas com tendência de variações conforme safras, clima, custos de insumos e oferta global. A expectativa é que a inflação em geral no país permaneça dentro da meta oficial, com projeções que indicam continuidade da desaceleração ou manutenção de níveis controlados de inflação.

No entanto, fatores como custos de transporte, câmbio e mudanças nos padrões de demanda por proteínas e outros alimentos básicos podem influenciar a trajetória de preços ao longo do ano. Esses elementos devem ser observados tanto por consumidores quanto por economistas e formuladores de políticas públicas.