O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, fechou o ano de 2025 com uma variação acumulada de 4,26%. O dado, divulgado pelo IBGE, confirma que a inflação brasileira terminou o exercício dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cujo teto era de 4,50%.
Setores que pressionaram o índice em 2025
O resultado final foi influenciado principalmente pelos grupos de Alimentos e Bebidas e Transportes. Ao longo do segundo semestre de 2025, questões climáticas impactaram a safra de produtos in natura, elevando os preços nos supermercados. Já no setor de transportes, as variações nos preços dos combustíveis e das passagens aéreas foram os principais vilões do orçamento familiar.
Por outro lado, o grupo de Educação e Comunicação apresentou variações mais moderadas, ajudando a segurar o índice geral e evitando que a inflação rompesse o limite superior da meta. Analistas apontam que a política monetária rigorosa adotada pelo Banco Central ao longo do ano foi fundamental para conter a aceleração dos preços.
Análise de mercado e política monetária
O cumprimento da meta pelo terceiro ano consecutivo é visto pelo mercado financeiro como um sinal de estabilidade econômica. Com a inflação sob controle, cresce a expectativa para as reuniões do Copom no início de 2026 sobre a manutenção ou possível redução da taxa básica de juros (Selic).
“Fechar o ano dentro da meta, ainda que próximo ao teto, reduz as incertezas para os investidores e permite um planejamento mais sólido para o setor produtivo em 2026”, afirmam economistas consultados pela CNN Brasil. A convergência da inflação para o centro da meta continua sendo o principal desafio para a autoridade monetária no novo ano.
Projeções para 2026
Para 2026, o mercado projeta uma inflação ainda mais comportada, com o Boletim Focus sinalizando uma expectativa próxima de 3,80%. O cenário, no entanto, permanece atrelado ao equilíbrio fiscal e ao comportamento do dólar, que segue como uma variável de risco para os preços de bens importados e commodities.




































































