Ter um jardim em casa é sinônimo de bem-estar, mas para quem convive com cães e gatos, o cuidado precisa ser redobrado. Reportagem publicada pelo UAI destaca que muitas espécies ornamentais comuns podem representar risco à saúde dos animais, exigindo atenção na hora de planejar áreas verdes residenciais.
O tema ganha relevância diante do crescimento do mercado pet no Brasil, um dos maiores do mundo. A ampliação desse setor movimenta bilhões de reais por ano e influencia decisões de consumo, inclusive na escolha de plantas e projetos paisagísticos. Em paralelo, cresce a conscientização sobre bem-estar animal, tendência observada também em países da Europa e nos Estados Unidos.
Plantas que oferecem menor risco
Especialistas indicam que algumas espécies são consideradas mais seguras para ambientes com animais domésticos. Entre elas estão a areca-bambu, a calathea e a maranta, conhecidas por não apresentarem toxicidade relevante quando ingeridas em pequenas quantidades.
A escolha criteriosa evita intoxicações que podem resultar em sintomas como vômito, diarreia e irritações. Clínicas veterinárias relatam que atendimentos relacionados a ingestão de plantas ainda são frequentes, especialmente em filhotes curiosos.
Além da seleção adequada, a orientação é posicionar vasos fora do alcance direto dos animais quando possível, criando barreiras físicas ou utilizando suportes elevados.
Espécies que exigem atenção
Por outro lado, plantas como comigo-ninguém-pode, espada-de-são-jorge e lírio são frequentemente apontadas como potencialmente tóxicas. Apesar da popularidade na decoração brasileira, essas espécies podem causar reações adversas significativas.
Veterinários alertam que a gravidade dos sintomas varia conforme o porte do animal e a quantidade ingerida. Em casos mais sérios, pode haver necessidade de intervenção médica urgente.
O debate também envolve regulamentação e rotulagem. Em alguns países, há iniciativas para ampliar a identificação de plantas tóxicas em lojas de jardinagem, medida que ainda avança de forma desigual no cenário internacional.
Planejamento e prevenção
Montar um jardim seguro para pets vai além da escolha das espécies. O uso de fertilizantes e pesticidas deve ser feito com cautela, priorizando alternativas menos agressivas. Produtos químicos mal aplicados podem contaminar o solo e representar risco indireto.
Arquitetos paisagistas recomendam integrar áreas de circulação específicas para os animais, evitando que eles tenham acesso irrestrito a todos os canteiros. Essa organização contribui para preservar tanto a saúde dos pets quanto a integridade das plantas.
O cuidado com jardins adaptados a animais reflete uma transformação cultural. A humanização dos pets e a valorização de ambientes saudáveis caminham juntas. Em um cenário global de urbanização acelerada, iniciativas que conciliam natureza e segurança doméstica tendem a ganhar espaço.
Investir em informação e planejamento é a estratégia mais eficaz para evitar acidentes. Um jardim bem estruturado não apenas embeleza a casa, mas também fortalece o vínculo entre tutores e animais, promovendo qualidade de vida para todos.
Leia também:


































































