Os Ministérios do Esporte e da Igualdade Racial manifestaram, nesta quarta-feira (18), solidariedade ao atacante brasileiro Vini Jr., vítima de mais um episódio de racismo durante a partida entre Real Madrid e Benfica, pela UEFA Champions League, em Lisboa. Em nota conjunta, classificaram como “inaceitável” a ocorrência de manifestações racistas em ambientes esportivos, ressaltando que esses espaços devem ser de “respeito, convivência e promoção da igualdade racial”. O comunicado enfatiza que “o racismo é uma violação de direitos humanos e um atentado aos princípios fundamentais do esporte.”
Os ministérios reconheceram a importância do acionamento do protocolo antirracismo durante a partida e destacaram a abertura de investigação pela UEFA. O governo brasileiro informou que acompanhará de perto a apuração, na expectativa de que sejam adotadas “medidas firmes para responsabilizar os envolvidos e prevenir novos episódios”.
O episódio ocorreu após Vini Jr. marcar um gol e comemorar próximo à torcida do Benfica, quando teria sido alvo de ofensas. Autor do único gol da partida, o atacante brasileiro afirmou ter sido alvo de racismo por parte do meia do time português, o argentino Prestianni. No entanto, nenhuma medida foi adotada, já que Prestianni teria coberto a boca ao se dirigir a Vinícius, dificultando a identificação do que foi dito.
O árbitro francês François Letexier acionou o protocolo previsto pela UEFA e paralisou o jogo. A entidade designou um inspetor independente de Ética e Disciplina para conduzir a investigação. Mais tarde a torcida do Benfica passou a xingar em coro o jogador, que também teve objetos arremessados em sua direção.
Na nota, o governo também destacou que, em 2025, os ministérios firmaram um protocolo de intenções para intensificar o combate ao racismo no esporte, com ações de conscientização, formação e monitoramento da discriminação racial. O texto reafirma o compromisso do Brasil com a promoção da igualdade racial, do respeito e da dignidade humana, ressaltando que o enfrentamento ao racismo deve ser “permanente e coletivo”.
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