Em um discurso contundente durante fórum em Sochi, o presidente russo Vladimir Putin enviou um recado direto a Donald Trump, ridicularizou a Otan e fez piadas sobre as acusações de envio de drones para países europeus, além de alertar para uma “escalada perigosa” no conflito com a Ucrânia caso os Estados Unidos decidam fornecer mísseis de longo alcance a Kiev.
Putin respondeu com ironia às declarações de Trump, que na semana passada havia se referido à Rússia como um “tigre de papel” – expressão que denota algo que parece ameaçador mas é frágil. “Um tigre de papel. E então? Que lidem com esse tigre de papel”, retrucou o líder russo. “Se estamos lutando contra toda a Otan, estamos avançando, e nos chamam de tigre de papel, então o que é a Otan?” A fala reforça o posicionamento de Moscou de que está em um conflito direto contra o Ocidente, não apenas contra a Ucrânia.
O presidente russo também debochou das acusações sobre violações do espaço aéreo europeu. Em tom sarcástico, afirmou: “Não vou mais mandar drones para a Dinamarca, prometo”. A declaração foi uma resposta direta às acusações de que drones russos teriam invadido o espaço aéreo de países como Polônia e Estônia, com a Dinamarca chegando a fechar aeroportos devido a incidentes similares.
Em momento mais sério do discurso, Putin emitiu um alerta contundente sobre o possível envio de mísseis Tomahawk americanos para a Ucrânia. “É impossível usar Tomahawks sem participação direta de militares americanos. Isso significaria um estágio completamente novo, inclusive nas relações entre Rússia e Estados Unidos”, afirmou. Os mísseis Tomahawk têm alcance de aproximadamente 2.500 km, o que representaria uma ameaça significativa ao território russo.
Dirigindo-se aos líderes europeus, Putin pediu que “acalmem-se, durmam tranquilos e cuidem dos seus próprios problemas”, classificando como “histeria” as alegações de que a Rússia planeja atacar países da Otan. O presidente russo também afirmou que a Ucrânia sofre com falta de soldados e deserções, enquanto a Rússia tem contingente suficiente, defendendo que Kiev negocie o fim da guerra.





































































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