anos mais quentes

2026 pode ser um dos anos mais quentes já registrados, alertam cientistas

Um novo relatório do Met Office, o serviço meteorológico do Reino Unido, soou um alarme para a comunidade global: o ano de 2026 pode figurar entre os mais quentes já registrados, com projeções indicando que a temperatura média do planeta pode atingir até 1,58°C acima dos níveis pré-industriais. A previsão coloca o mundo à beira de romper, temporariamente, o crítico limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris.

Segundo os cientistas, a combinação de dois fatores principais impulsiona essa projeção preocupante: o aumento constante das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, fruto da queima de combustíveis fósseis, e o retorno do fenômeno El Niño. Este padrão climático no Oceano Pacífico, conhecido por liberar calor adicional na atmosfera, deve ter seus efeitos máximos sentidos nos próximos meses, com impactos prolongados.

“Esta não é uma previsão de que ultrapassaremos permanentemente o limite de 1,5°C, que se refere a um aquecimento de longo prazo ao longo de muitos anos”, esclarece um dos pesquisadores. “No entanto, é um sinal claro e contundente de que nos aproximamos perigosamente desse patamar. Cada fração de grau a mais se traduz em eventos extremos mais intensos e frequentes.”


As consequências já são visíveis: ondas de calor devastadoras, derretimento acelerado de gelo polar, elevação do nível do mar e a intensificação de secas, inundações e incêndios florestais. A janela para uma ação climática decisiva que pode mitigar os piores cenários segue aberta, mas se estreita rapidamente.

A projeção para 2026 serve como um lembrete urgente de que a crise climática não é uma ameaça distante, mas uma realidade atual que exige transições energéticas imediatas e políticas públicas robustas em todas as nações. O termômetro do planeta está subindo, e o tempo para uma resposta eficaz está se esgotando.