Democratas enviam carta a Trump pedindo fim do “tarifaço” sobre produtos brasileiros
Um grupo de cerca de 50 congressistas do Partido Democrata nos Estados Unidos enviou, na sexta-feira (19), uma carta ao presidente Donald Trump solicitando o fim das sobretaxas aplicadas a produtos importados do Brasil. Os parlamentares também defendem a construção de uma nova agenda comercial bilateral, com foco em cooperação e desenvolvimento sustentável.
No documento, os democratas afirmam que o governo Trump estaria utilizando de forma indevida a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional para impor sanções à economia brasileira. Segundo eles, o Brasil é um parceiro estratégico dos Estados Unidos na América Latina e deveria ser tratado como tal.
“Em vez de adotar uma política comercial punitiva, equivocada e autodestrutiva com o Brasil, pedimos que o governo trabalhe com o país para promover uma agenda comercial que avance o desenvolvimento sustentável, a proteção ambiental e os direitos dos trabalhadores”, diz um trecho da carta.
Alívio parcial no agronegócio
Em 20 de novembro, Donald Trump assinou uma ordem executiva que retirou a sobretaxa de 40% sobre diversos produtos brasileiros do agronegócio. A decisão, segundo o próprio presidente, ocorreu após análises técnicas e negociações com o governo brasileiro.
Trump também mencionou conversas diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como fator relevante para a revisão de parte das medidas comerciais. Com a decisão, tarifas foram zeradas para produtos como café e carne bovina, dois dos principais itens da balança comercial entre os dois países.
Indústria ainda é afetada, diz Alckmin
Apesar do alívio parcial, produtos da indústria brasileira seguem impactados pelas tarifas. De acordo com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, cerca de 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ainda sofrem com o chamado “tarifaço”.
Segundo Alckmin, a prioridade do governo brasileiro é negociar a reversão dessas alíquotas.
“Vamos nos empenhar para reduzir essa alíquota, porque não faz sentido uma tarifa de 40% ou 50% quando, dos dez produtos que os Estados Unidos mais vendem para nós, em oito a alíquota é zero e a tarifa média é de 2,7%”, afirmou.



































































