Em decisão tomada nesta quarta-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que quatro filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro possam visitá-lo durante sua internação hospitalar em Brasília. A medida acontece um dia antes da cirurgia para correção de uma hérnia inguinal bilateral, marcada para o Dia de Natal, 25 de dezembro.
Os filhos autorizados são Carlos, Flávio, Jair Renan e Laura Bolsonaro. A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, já tinha autorização prévia para acompanhar o marido durante toda a internação. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos, não foi incluído na autorização.
A visitação deverá seguir as regras do Hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado. Moraes foi explícito ao reiterar a proibição de entrada de celulares, computadores ou qualquer dispositivo eletrônico no quarto do ex-presidente, com exceção de equipamentos médicos. A fiscalização dessa restrição ficará a cargo da Polícia Federal.
Cirurgia e contexto da internação
Jair Bolsonaro foi internado na manhã de quarta-feira (24) após ser transferido da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de mais de 27 anos de prisão. Exames pré-operatórios realizados no hospital atestaram que ele está apto para o procedimento cirúrgico.
A cirurgia está programada para começar às 9h de quinta-feira (25) e tem previsão de durar quatro horas, sob anestesia geral. De acordo com a equipe médica, a internação deve se estender por um período entre cinco e sete dias, para acompanhamento pós-operatório.
Esta será a oitava cirurgia pela qual o ex-presidente passa. Além da hérnia, os médicos avaliarão durante a internação a necessidade de um procedimento anestésico para bloquear o nervo frênico, visando tratar crises de soluço persistentes que afetam Bolsonaro.
Segurança e Isolamento
Durante toda a estadia no hospital, o ex-presidente será mantido em uma área isolada dos demais pacientes. A Polícia Federal é responsável pela vigilância e segurança 24 horas por dia, com pelo menos dois agentes posicionados na porta do quarto e outras equipes atuando dentro e fora do hospital.
A decisão de autorizar a cirurgia havia sido tomada por Moraes no dia 23 de dezembro, após pedido da defesa e laudo pericial da PF que atestou a necessidade do procedimento. A transferência para o hospital ocorreu de forma discreta, conforme determinação do ministro.



































































