O primeiro grande espetáculo celestial de 2026 está marcado para esta noite. Neste sábado, o céu será iluminado pela primeira Superlua do ano, um fenômeno astronômico que promete enfeitar a abóbada noturna com um disco lunar excepcionalmente luminoso e majestoso.
Conhecida tecnicamente pelos astrônomos como “Lua Cheia de Perigeu”, a Superlua ocorre quando a fase de lua cheia coincide com o perigeu — o ponto da órbita elíptica da Lua em que ela está mais próxima da Terra. Essa aproximação, que pode chegar a cerca de 356.500 quilômetros, faz com que nosso satélite natural aparente ser até 14% maior e 30% mais brilhante aos nossos olhos do que uma lua cheia no seu ponto mais distante (o apogeu).
O efeito é mais perceptível no momento em que a Lua nasce, próxima ao horizonte. Ali, graças a uma ilusão de óptica conhecida como “Ilusão da Lua”, nosso cérebro a compara com elementos de referência no solo, como árvores e edifícios, fazendo-a parecer colossal e dramática. À medida que sobe no céu, perderá essa impressão de tamanho exagerado, mas não o seu brilho intenso e prateado.
A observação não requer equipamentos especiais. Basta encontrar um local com o horizonte a leste relativamente limpo, por volta do pôr do sol, e aguardar o surgimento da Lua. Um binóculo simples pode enriquecer a experiência, permitindo apreciar detalhes das crateras iluminadas pelo Sol.
Além do fascínio visual, o evento serve como um lembrete dos ritmos precisos e belos da mecânica celeste. Em um mundo cada vez mais acelerado e iluminado artificialmente, a Superlua convida a uma pausa contemplativa, um momento para reconectar-se com o cosmos. Portanto, nesta noite de sábado, vale a pena levantar os olhos: a primeira grande atração do céu em 2026 está prestes a começar.




























































