A vice-presidente Delcy Rodríguez passou a ocupar posição central no governo venezuelano em meio à indefinição institucional após o processo eleitoral contestado no país. A legislação da Venezuela estabelece regras específicas para a convocação de novas eleições quando há vacância ou questionamento do mandato presidencial, mas a aplicação dessas normas depende de decisões políticas e do controle das instituições.
A Constituição venezuelana prevê que, em caso de ausência definitiva do presidente, eleições devem ser convocadas dentro de um prazo determinado, enquanto um dirigente interino assume o comando do Executivo. No entanto, especialistas apontam que a interpretação sobre o que configura ausência definitiva tem sido objeto de disputas jurídicas e políticas nos últimos anos.
Delcy Rodríguez integra o núcleo duro do governo chavista e atua como uma das principais figuras de articulação interna e externa do regime. Sua permanência à frente do governo sem a convocação imediata de eleições levanta questionamentos de setores da oposição e de organismos internacionais, que cobram o respeito ao calendário eleitoral.
O cenário político da Venezuela permanece marcado por sanções econômicas, isolamento diplomático e contestação de resultados eleitorais anteriores. A definição sobre novos pleitos depende, além da Constituição, do posicionamento do Conselho Nacional Eleitoral e do Tribunal Supremo de Justiça, ambos alinhados ao governo.
Enquanto isso, a oposição venezuelana segue fragmentada, com diferentes lideranças reivindicando legitimidade e reconhecimento internacional. A situação mantém o país em um ambiente de incerteza institucional, com impactos diretos sobre a governabilidade e a economia.
































































