Alguns minérios estratégicos tornaram-se peças centrais na disputa geopolítica entre grandes potências, incluindo China, Estados Unidos e Rússia, com o Brasil ocupando papel relevante por suas reservas naturais. Esses minerais são essenciais para a produção de tecnologias modernas, energia limpa e equipamentos de defesa, o que eleva sua importância além da economia tradicional.
A tecnologia 5G, veículos elétricos, energia eólica, semicondutores e sistemas militares dependem de uma série de elementos minerais críticos, como terras raras, nióbio, cobalto e lítio. A demanda por esses recursos aumentou com o avanço tecnológico global e a transição para energias renováveis, transformando a capacidade de fornecimento em uma questão de segurança econômica e estratégica.
China: liderança em produção e processamento
A China se destaca como protagonista nessa corrida por minérios estratégicos, dominando grande parte da produção e processamento global de terras raras e outros minerais críticos. O país concentra uma elevada proporção das reservas e da capacidade industrial de refino desses materiais, o que lhe confere vantagem nas cadeias globais de suprimentos e negociações comerciais.
Esse domínio tem impulsionado políticas industriais e comerciais que visam proteger o acesso a esses recursos, além de reforçar a posição de Pequim em negociações internacionais.
Estados Unidos e Rússia: estratégias de diversificação
Os Estados Unidos e a Rússia também estão engajados na disputa por acesso e controle desses recursos. Os Estados Unidos têm buscado diversificar suas fontes de fornecimento para reduzir dependência de um único fornecedor, especialmente no contexto das tensões comerciais e tecnológicas com a China.
A Rússia, por sua vez, tem planos para ampliar sua extração de minerais estratégicos, como forma de fortalecer sua autonomia e impulsionar setores de tecnologia e defesa. Ambos os países investem em projetos e acordos que ampliem sua participação no mercado global desses insumos.
Brasil: reservas e oportunidades
O Brasil possui algumas das maiores reservas mundiais de minerais estratégicos, incluindo terras raras e nióbio, sendo considerado um fornecedor potencialmente crucial na geopolítica mineral. A exploração e o processamento desses recursos no território brasileiro são vistos como oportunidade para atrair investimentos e ampliar participação global, desde que haja desenvolvimento de infraestrutura e tecnologia.
A posição estratégica do Brasil na produção de minerais críticos pode colocar o país no centro das negocas geopoliticas, com desafios e oportunidades na articulação de parcerias e investimentos para aproveitar esse papel no cenário internacional.



































































