Um programa criado durante a **administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e comandado pelo empresário Elon Musk com a promessa de **reduzir os gastos públicos federais acabou resultando em um prejuízo de cerca de **US$ 10 bilhões em 2025, segundo levantamento feito por uma organização que representa servidores públicos.
O Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) — órgão criado com a missão de revisar, reorganizar e reduzir despesas do governo federal — foi liderado por Musk nos primeiros meses do segundo mandato de Trump. A expectativa do programa era cortar custos e aumentar a eficiência administrativa, mas os resultados levantaram críticas e dúvidas sobre sua efetividade.
Gastos com licenças remuneradas
De acordo com o relatório da organização Public Employees for Environmental Responsibility (Peer), mais de 154 mil servidores federais foram colocados em licença remunerada pelo DOGE ao longo de 2025, o que gerou despesas superiores a **US$ 10 bilhões apenas com salários pagos durante o afastamento.
Essa estratégia acabou sendo contraditória em relação ao objetivo original do programa, já que, em vez de reduzir a folha de pagamento ou cortar gastos, os salários continuaram a ser pagos a servidores que estavam afastados e não exerciam suas atividades, levantando questionamentos sobre a lógica administrativa adotada.
Críticas e implicações
Especialistas ouvidos pelo estudo classificaram a iniciativa como contraditória e ineficiente, uma vez que um dos principais custos do setor público acabou sendo aumentado em vez de diminuído. A organização também destacou que algumas dessas licenças remuneradas podem ter violado normas internas sobre limites de afastamento e uso de benefícios, complicando a prestação de contas do programa.
O caso gerou debate sobre a transparência e supervisão de programas de eficiência governamental, especialmente quando envolvem altos gastos públicos e contratos com lideranças empresariais.
Encerramento
Mesmo planejado como um esforço para reduzir o tamanho da máquina pública e cortar gastos federais nos EUA, o programa liderado por Elon Musk durante o governo de Donald Trump terminou custando bilhões ao contribuinte americano, reforçando críticas sobre a execução e controle de iniciativas de reforma administrativa e eficiência no setor público.









































































