Bandeiras da Organização das Nações Unidas e dos Estados Unidos hasteadas lado a lado, em imagem relacionada à condenação da ONU a operação dos EUA na Venezuela.
Bandeiras da Organização das Nações Unidas e dos Estados Unidos hasteadas lado a lado, em imagem relacionada à condenação da ONU a operação dos EUA na Venezuela.

Cúpula de Paris discute garantias de segurança para Ucrânia enquanto guerra completa cinco anos

O presidente francês Emmanuel Macron sedia nesta terça-feira reunião da “coalizão dos dispostos” em Paris para discutir garantias de segurança como parte de proposta dos Estados Unidos de encerrar guerra da Rússia contra Ucrânia. Steve Witkoff, enviado especial de Trump, e Jared Kushner, genro do presidente norte-americano, representam Washington nas negociações. O chanceler alemão Friedrich Merz e ministro das Relações Exteriores da Turquia participam do encontro.

Zelensky reforma governo em preparação

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky promoveu remodelação ampla no alto escalão governamental: indicou Mykhailo Fedorov para Ministério da Defesa, transferiu Denys Shmyhal para Ministério da Energia e nomeou Kyrylo Budanov como chefe do Gabinete Presidencial. As mudanças visam preparar estrutura governamental para possível transição de fase da guerra para negociações, embora Zelensky afirme que não pretende trocar comandante-em-chefe General Syrskyi.


Turquia enfatiza segurança no Mar Negro

Ministro turco das Relações Exteriores, Hakan Fidan, enfatizará “prioridade estratégica” de manter segurança no Mar Negro durante cúpula. A Turquia controla estreitos de Bósforo e Dardanelos, passagens críticas que conectam Mar Negro ao Mediterrâneo. Garantir livre navegação e prevenir escalada naval representa interesse vital para Ancara e economia global.

Lituânia exige garantias concretas

Ministro lituano das Relações Exteriores, Kestutis Budrys, declarou que garantias oferecidas à Ucrânia devem ser reais, não blefe. “Não podemos estar blefando”, advertiu. Países bálticos, que fazem fronteira com Rússia, temem que acordo fraco com Moscou estabeleça precedente perigoso para futura agressão russa contra membros da OTAN na região.

A cúpula de Paris representa teste crucial para diplomacia ocidental. Cinco anos de guerra produziram mais de um milhão de baixas, destruição massiva de infraestrutura e deslocamento de milhões. Qualquer acordo exigirá equilíbrio delicado entre realismo sobre capacidades militares, garantias credíveis de segurança e princípios sobre integridade territorial. O desafio é evitar repetição de acordos anteriores que colapsaram por falta de implementação.