Homem de costas comemora vitória eleitoral diante de apoiadores, em imagem ilustrativa do cenário de sucessão estadual que envolve 18 governos nas eleições de 2026.
Homem de costas comemora vitória eleitoral diante de apoiadores, em imagem ilustrativa do cenário de sucessão estadual que envolve 18 governos nas eleições de 2026.

Dezoito governadores não poderão disputar reeleição e abrem sucessão

Das 27 unidades federativas brasileiras, 18 governadores estarão impedidos de disputar a reeleição em 2026 por já terem cumprido dois mandatos consecutivos. A situação inédita abre um xadrez político complexo nos estados, intensificando disputas por recursos do Fundo Eleitoral e formação de alianças estratégicas. O cenário estadual terá peso determinante no resultado da eleição presidencial, já que governadores comandam máquinas administrativas e bases eleitorais significativas.

Disputa por recursos e alianças

O controle do Fundo Eleitoral tornou-se instrumento crucial de fidelização interna e fortalecimento de projetos estratégicos dos partidos. Candidatos sem respaldo das cúpulas tendem a enfrentar dificuldades para estruturar campanhas competitivas, mesmo quando apresentam bom desempenho político. Com 18 governos em aberto, a disputa por recursos e apoios oficiais promete ser acirrada, especialmente entre legendas que comandam os principais estados.


Renovação no Senado

Além dos governadores, serão 54 vagas em disputa no Senado das 81 cadeiras existentes, com o eleitor escolhendo dois nomes por estado. Dos senadores que encerram mandato em 2026, 33 são governistas, 15 oposicionistas e seis independentes. Entre os 27 parlamentares com mandato até 2031, apenas dez apoiam o Planalto, contra 17 alinhados à oposição. O cenário indica dificuldades para o governo formar maioria confortável a partir de 2027.

Posses em novas datas

Uma novidade a partir de 2027: pela primeira vez na história, os eleitos para o Executivo tomarão posse em datas diferentes. O presidente da República assume em 5 de janeiro, enquanto governadores iniciam mandatos no dia 6. A mudança, aprovada por emenda constitucional, visa facilitar a participação de autoridades na cerimônia presidencial e permitir maior presença de chefes de Estado estrangeiros. Até então, a coincidência de datas obrigava governadores a realizarem posses pela manhã para chegarem a Brasília à tarde.