Soldados das Forças Armadas da França se reúnem em base militar com bandeira francesa ao fundo, em imagem relacionada ao envio de milhares de militares para a Ucrânia.
Soldados das Forças Armadas da França se reúnem em base militar com bandeira francesa ao fundo, em imagem relacionada ao envio de milhares de militares para a Ucrânia.

Macron anuncia envio de milhares de soldados franceses para Ucrânia após eventual cessar-fogo com Rússia

O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que “vários milhares” de soldados franceses poderão ser enviados para Ucrânia para manter paz no contexto de cessar-fogo com Federação Russa e destacamento de “força multinacional” da Coalizão dos Voluntários. Declaração foi feita após reunião em Paris que reuniu líderes de aproximadamente 30 países ocidentais. Macron especificou que não são forças que se envolverão em combates, mas “força de tranquilização” destacada para longe da linha de contato.

Reino Unido promete bases militares

Primeiro-ministro britânico Keir Starmer anunciou que Reino Unido e França estabelecerão bases militares em toda Ucrânia e construirão instalações protegidas para armas e equipamento militar após cessar-fogo. Discussões preliminares indicam que contingente multinacional pode variar entre 15 mil e 30 mil soldados. Starmer detalhou três compromissos principais: participar de monitoramento e verificação de cessar-fogo liderado pelos EUA, apoiar fornecimento de armamentos de longo prazo e trabalhar para firmar compromissos vinculativos em caso de futuro ataque russo.


Declaração trilateral de intenções

Zelensky, Macron e Starmer assinaram declaração formal de intenções para deslocamento de força multinacional à Ucrânia. Presidente ucraniano afirmou que foram definidos como essas forças serão geridas e em que níveis comando será exercido. Documento estabelece criação de célula de coordenação entre EUA, Ucrânia e Coalizão que funcionará no Quartel-General Operacional do grupo em Paris. Medida é considerada estratégica para reforçar confiança de Kiev no apoio europeu.

Alemanha mantém cautela

Chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que contribuição alemã exigiria aprovação do Bundestag e limitou envio de tropas militares aos países vizinhos da Ucrânia. Merz declarou que Alemanha assumirá responsabilidade pela segurança de todo continente europeu, mas observou que Ucrânia e aliados europeus terão de aceitar “compromissos” para alcançar acordo de paz. Postura cautelosa alemã contrasta com entusiasmo franco-britânico.

O comprometimento europeu com presença militar prolongada na Ucrânia marca transformação fundamental em postura de defesa continental. Europa assume liderança em garantir segurança ucraniana enquanto Washington sob Trump demonstra compromisso ambíguo. Questão central permanece: Rússia aceitará presença de dezenas de milhares de tropas ocidentais em território que considera esfera de influência? Resposta determinará se cessar-fogo leva à paz duradoura ou nova fase de confrontação.