Sessão plenária da Câmara Legislativa do Distrito Federal durante votação do orçamento do DF de R$ 74,4 bilhões, aprovado com cortes em despesas
Sessão plenária da Câmara Legislativa do Distrito Federal durante votação do orçamento do DF de R$ 74,4 bilhões, aprovado com cortes em despesas

CLDF aprova orçamento de R$ 74,4 bilhões para DF em 2026 com cortes em saúde e educação

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou orçamento de R$ 74,4 bilhões para 2026, representando aumento de 11,71% em relação aos R$ 66,6 bilhões previstos para 2025. O Projeto de Lei Orçamentária Anual foi aprovado por 21 votos favoráveis, com oposição de quatro deputados distritais que classificaram proposta como abandono da população. Orçamento é composto por 62% de receita própria (R$ 45,9 bilhões), enquanto R$ 28,4 bilhões provêm do Fundo Constitucional da União.

Cortes geram embate na CLDF

Deputados de oposição criticaram redução de aportes do GDF nas áreas de educação e saúde em relação ao ano passado. Na saúde, redução é de R$ 3,9 bilhões em relação ao Plano Plurianual, representando queda de 21,3%. Dayse Amarilio, Fábio Felix, Gabriel Magno e Max Maciel apresentaram declaração de voto em separado, afirmando que proposta “abandona população do DF” e privilegia setores econômicos já favorecidos.


Fiscalização será intensificada

Durante reunião da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças, parlamentares avaliaram que será necessária postura de intensa fiscalização nas ações de educação e saúde. Deputado Gabriel Magno alertou que servidores irão “de novo para o sacrifício”, mas haverá grande resistência para barrar contingenciamento. Luta pela recomposição orçamentária será objetivo do sindicato e da oposição na CLDF durante ano de 2026.

Próximos passos

Com aprovação na CLDF, texto segue para sanção do governador Ibaneis Rocha, que tem prazo estabelecido pela Constituição para analisar projeto. Após sanção, orçamento entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2026, orientando gastos públicos do Distrito Federal durante todo o ano. Governo defende que orçamento permitirá continuidade de obras estruturantes e manutenção de serviços essenciais à população.

O orçamento aprovado reflete escolhas políticas que definirão qualidade de vida de 3 milhões de brasilienses em 2026. Corte de R$ 3,9 bilhões na saúde, em contexto de superlotação de UPAs e hospitais, representa desafio enorme para sistema já em crise. Recomposição orçamentária nas áreas essenciais será pauta central das disputas políticas no ano eleitoral que se aproxima.