Cerca de cem agricultores franceses montaram um acampamento na entrada do principal porto de contêineres da França, em Le Havre, com o objetivo de fiscalizar caminhões e produtos que entram e saem do local em protesto contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.
O movimento começou no sábado à noite e inclui a instalação de uma espécie de barreira de controle, em que os manifestantes pretendem analisar “o máximo possível de produtos alimentícios” que circulam pela área, além de expressar oposição ao pacto que reduz tarifas e amplia o comércio entre os blocos.
O secretário-geral da Juventude Agrícola de Seine-Maritime, Justin Lemaître, explicou que o objetivo não é interromper totalmente o funcionamento do porto, mas sim fiscalizar produtos que, segundo os agricultores, não atendam aos padrões sanitários e ambientais exigidos na França e na União Europeia. Ele citou a expectativa de que cerca de 5 000 caminhões passem pelo porto diariamente a partir de segunda-feira.
Protestos em outras regiões
Além do acampamento em Le Havre, agricultores também mantêm bloqueios em rodovias e entradas de outros portos, incluindo ações no sul da França. Em algumas autoestradas, manifestantes impedem parcialmente o trânsito de veículos, com tratores e barricadas, enquanto criticam o acordo entre a UE e o Mercosul por representar, na visão deles, uma ameaça à agricultura local por permitir produtos importados mais baratos e com padrões diferentes dos europeus.
Os protestos fazem parte de uma mobilização maior de agricultores em diversos países europeus contra o tratado, que foi aprovado recentemente pelos Estados-membros da União Europeia e que deverá ser assinado em uma cerimônia prevista para meados de janeiro. A ratificação final ainda depende de votação no Parlamento Europeu.
































































