O Papa Leão XIV recebeu em audiência privada, nesta segunda-feira (12), a líder da oposição venezuelana María Corina Machado. O encontro, realizado no Palácio Apostólico do Vaticano, ocorre em um momento de extrema sensibilidade política na América do Sul e marca um gesto diplomático significativo da Santa Sé em relação à situação institucional da Venezuela.
Pauta do Encontro e Direitos Humanos
Durante a reunião, que durou cerca de 45 minutos, Machado apresentou ao Pontífice um relatório detalhado sobre a situação dos direitos humanos no país e as dificuldades enfrentadas pelo processo democrático. O Vaticano, que historicamente atua como mediador em conflitos na região, reforçou a necessidade de uma solução pacífica, constitucional e negociada para a crise que se arrasta há anos.
Segundo fontes diplomáticas, María Corina destacou a importância do apoio moral da Igreja Católica para a população venezuelana, que enfrenta uma das piores crises migratórias e econômicas da sua história. O Papa, por sua vez, expressou a sua “preocupação constante” com o bem-estar do povo e a unidade da nação.
O Papel da Igreja na Transição Política
O encontro é lido por analistas internacionais como um reconhecimento da relevância de Machado como interlocutora legítima na cena política venezuelana. A Igreja Católica na Venezuela tem sido uma voz crítica ao regime, e o respaldo direto do Papa Leão XIV eleva a pressão internacional por eleições livres e garantias de segurança para os líderes opositores em 2026.
Embora o Vaticano mantenha a sua neutralidade oficial, a audiência sinaliza que a Santa Sé deseja manter canais abertos com todas as forças políticas que buscam uma saída para o impasse institucional.
Repercussão Internacional
A visita de María Corina Machado ao Vaticano acontece após uma digressão por várias capitais europeias, onde a líder tem buscado apoio para o reconhecimento da legitimidade das forças democráticas na Venezuela. O governo de Caracas ainda não emitiu uma declaração oficial sobre o encontro, mas a mídia estatal tem monitorado de perto a agenda da opositora na Europa.
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