Foto:AFP/JC

Crise no Irã: 2.000 mortos em protestos

Em uma declaração rara e impactante, uma autoridade do governo iraniano admitiu nesta terça-feira (13) que o número de mortos nos protestos que assolam o país chegou a aproximadamente 2.000 pessoas. O reconhecimento oficial da magnitude do massacre ocorre após semanas de apagões de internet e denúncias de organizações internacionais sobre o uso de força letal contra civis.

Escalada da Violência e Repressão

A atual onda de manifestações, que começou por demandas econômicas e sociais, evoluiu para um desafio direto à estrutura de poder em Teerã. Segundo relatos de grupos de direitos humanos e agora corroborado parcialmente pela declaração oficial:

  • Uso de Força Letal: As forças de segurança têm utilizado munição real e drones para dispersar aglomerações em grandes centros urbanos.

  • Prisões em Massa: Estima-se que, além das vítimas fatais, dezenas de milhares de manifestantes foram detidos em instalações temporárias.

  • Blackout Informativo: O governo mantém restrições severas às redes sociais, dificultando a verificação independente do número exato de vítimas em províncias remotas.

A Reação Internacional

A admissão do número de mortos gerou uma reação imediata na Organização das Nações Unidas (ONU). Países ocidentais já discutem uma nova rodada de sanções econômicas e diplomáticas contra o regime iraniano. Analistas geopolíticos sugerem que o reconhecimento de 2.000 mortes pode ser uma estratégia interna para intimidar a continuidade dos atos ou um reflexo de divisões dentro do próprio governo sobre como lidar com a crise.


Impacto Regional e Econômico

A instabilidade no Irã em 2026 projeta incertezas no mercado de energia, dado o papel estratégico do país no Golfo Pérsico. O aumento da tensão interna elevou o preço do barril de petróleo nos mercados internacionais nesta manhã, com investidores temendo interrupções no fornecimento caso o conflito se agrave para uma guerra civil ou intervenção externa.

Próximos Passos

Conselhos de direitos humanos buscam autorização para enviar missões de observação ao país, embora o acesso permaneça negado por Teerã. A situação no Irã continua sendo o ponto mais crítico da agenda internacional neste início de ano.