Alta do petróleo é principal risco da Venezuela para economia dos EUA, diz líder do Fed

O presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari, afirmou que o principal risco para a economia dos Estados Unidos relacionado à situação na Venezuela seria o aumento dos preços do petróleo, mas ressaltou que esse movimento ainda não foi observado nos mercados. A declaração foi dada durante uma entrevista à emissora americana CNBC nesta segunda-feira. CNN Brasil

Segundo Kashkari, a preocupação com o impacto econômico deriva principalmente da possibilidade de os preços do petróleo subirem de forma significativa, o que pode afetar a inflação e os custos de produção na maior economia do mundo. Ele citou episódios anteriores, como a invasão da Ucrânia pela Rússia, que geraram choques nas commodities, mas destacou que, até o momento, a situação da Venezuela não desencadeou um efeito semelhante.

Risco ligado aos preços do petróleo

Kashkari explicou que, historicamente, choques nos preços do petróleo tendem a impactar os custos de bens e serviços, pressionando a inflação e reduzindo o poder de compra dos consumidores. Esse cenário pode obrigar bancos centrais a adotar políticas monetárias mais rígidas, o que, por sua vez, pode desacelerar o crescimento econômico. Contudo, ele ressaltou que “até agora, não vejo isso” em relação ao caso venezuelano.


A declaração ocorre em um momento de forte atenção dos mercados à instabilidade política na Venezuela, que tem a maior reserva de petróleo do mundo, mesmo que sua produção esteja bem abaixo do potencial devido a anos de má gestão e sanções econômicas. A notícia da prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro por autoridades dos EUA intensificou o foco em possíveis efeitos geopolíticos no setor energético.

Mercados e preços do petróleo

Após comentários recentes de Kashkari, os preços do petróleo bruto registraram variação modesta, com aumento em torno de 1%, sem rompimentos significativos acima dos níveis observados nos últimos anos. Analistas de mercado apontam que, mesmo diante do evento geopolítico, outros fatores como oferta global e demanda continuam a exercer maior influência nos preços da energia.

O cenário global permanece sob observação, especialmente enquanto investidores monitoram possíveis desdobramentos da situação na Venezuela e seus efeitos sobre a dinâmica dos preços das commodities e da economia dos Estados Unidos.