Deputados reunidos no plenário do Congresso Nacional durante sessão em 2026, com agenda legislativa encurtada pelo período eleitoral.
Deputados se reúnem no plenário da Câmara durante sessão legislativa marcada pela redução do calendário em ano eleitoral de 2026.

Congresso enfrenta agenda apertada em 2026 com eleições limitando tempo de trabalho

O Congresso Nacional retorna em fevereiro com uma lista extensa de pautas pendentes e o desafio de um calendário comprimido pelas eleições. A tendência é que as atividades legislativas sejam praticamente interrompidas entre agosto e novembro, reduzindo drasticamente o tempo disponível para tramitação de projetos importantes que aguardam votação desde 2025.

Segurança pública abre os trabalhos na Câmara

As discussões sobre segurança serão retomadas logo na abertura do semestre. A Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, de autoria do Ministério da Justiça, aguarda votação na comissão especial desde abril. Após nove meses de tramitação, o parecer do relator deputado Mendonça Filho deve ser finalmente apreciado quando o recesso acabar.


Projeto Antifacção retorna após alterações do Senado

O PL Antifacção já passou pela Câmara e volta após modificações feitas pelos senadores. A base governista defende a manutenção da versão aprovada pelo Senado, enquanto a oposição quer retomar o texto elaborado pelo relator na Câmara, deputado Guilherme Derrite. O Senado incluiu previsão de aumento de impostos sobre empresas de apostas esportivas, com destinação ao Fundo Nacional de Segurança Pública.

Governo pressiona por pacote de medidas populistas

O presidente Lula quer aprovar projetos como o fim da escala 6×1 e a implementação de tarifa zero no transporte público antes da eleição. A isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil, que entrou em vigor em janeiro, integra a agenda de campanha presidencial. Hugo Motta, presidente da Câmara, terá papel crucial na articulação para garantir adesão às propostas.

Além disso, o Senado precisa encerrar duas CPIs no primeiro semestre. A que investiga fraudes em benefícios do INSS deve terminar em março, enquanto a CPI do Crime Organizado tem prazo até abril. A discussão sobre inteligência artificial também deve ganhar espaço, com projeto de lei do governo previsto para estabelecer sistema de regulação e governança no Brasil. O ano eleitoral promete ser de intensa negociação política e poucos meses efetivamente produtivos para o Legislativo.