Presidente Lula faz sinal de positivo durante evento, ilustrando liderança nas pesquisas e a disputa acirrada para as eleições de 2026.
O presidente Lula aparece sorridente durante evento público, em meio a um cenário político marcado por liderança nas pesquisas e forte disputa eleitoral para 2026.

Pesquisas apontam Lula liderando cenários eleitorais, mas com disputas acirradas em 2026

As primeiras pesquisas eleitorais para 2026 apresentam um cenário de disputa acirrada pela presidência. Levantamentos divulgados em dezembro indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera numericamente as intenções de voto, mas enfrenta empates técnicos com principais nomes da oposição quando testado em simulações de segundo turno.

Governador de São Paulo emerge como principal adversário

Tarcísio de Freitas, governador paulista, aparece como o nome mais competitivo contra Lula nos cenários testados. Pesquisa Paraná Pesquisas indica empate técnico entre os dois, com o petista marcando 44,1% contra 41% do governador, diferença dentro da margem de erro. O instituto Datafolha mostra vantagem de apenas 5 pontos para Lula em confronto direto com Tarcísio, resultado considerado apertado para um presidente que busca reeleição.


Família Bolsonaro permanece relevante no tabuleiro eleitoral

Apesar de Jair Bolsonaro estar inelegível e condenado a 27 anos de prisão, seus familiares mantêm presença significativa nas pesquisas. O senador Flávio Bolsonaro, indicado pelo pai como candidato, aparece tecnicamente empatado com Lula em alguns cenários. Michelle Bolsonaro também surge como nome competitivo, com diferença de 15 pontos em pesquisa Datafolha, mas empate técnico em levantamento do Paraná Pesquisas.

Disputa pelo Senado adiciona complexidade ao cenário

A renovação de dois terços do Senado em 2026 ganha importância estratégica. Dos senadores que encerram mandato, 33 são governistas, 15 oposicionistas e seis independentes. Entre os 27 parlamentares com mandato até 2031, apenas dez apoiam o Planalto, contra 17 alinhados à oposição. O resultado pode dificultar a formação de maioria governista na Casa.

As pesquisas captam um momento de indefinição natural do processo eleitoral, ainda distante quase um ano da votação. O cenário tende a se consolidar apenas no segundo semestre, quando começam as convenções partidárias e a propaganda eleitoral. Até lá, os números funcionam como termômetro das tendências políticas, sujeitos a variações conforme os acontecimentos do país.