📊 Dólar sobe com ruídos políticos e agenda esvaziada no pós-Natal; Ibovespa recua
💱 Moeda americana avança com cautela do mercado; bolsa sente impacto de cenário político e crédito mais fraco
O dólar opera em alta nesta sexta-feira (26), em um pregão marcado por baixa liquidez no pós-Natal e atenção redobrada dos investidores a sinalizações políticas, dados econômicos e tensões geopolíticas. Por volta das 10h25, a moeda norte-americana subia 0,45%, cotada a R$ 5,5608.
Na contramão, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava 0,21%, aos 160.112 pontos, devolvendo parte dos ganhos da véspera.
Na terça-feira (25), último pregão antes do feriado, o dólar havia fechado em queda de 0,95%, a R$ 5,5307, enquanto o Ibovespa avançou 1,46%, aos 160.456 pontos.
🇧🇷 Brasil: crédito em queda e ruído político pressionam ativos
No cenário doméstico, o Banco Central informou que as concessões de crédito recuaram 6,6% em novembro na comparação com outubro. A queda foi puxada principalmente pelas operações com recursos direcionados, que caíram 14,3%, enquanto o crédito com recursos livres teve retração de 5,6%.
Apesar disso, o estoque total de crédito cresceu 0,9% no mês, alcançando R$ 6,97 trilhões. A inadimplência no crédito livre ficou em 5,0%, levemente abaixo do mês anterior, enquanto os juros médios subiram para 46,7% ao ano nessa modalidade.
No campo político, o mercado reagiu à confirmação do ex-presidente Jair Bolsonaro de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será seu indicado à Presidência da República em 2026. Analistas avaliam que a decisão reduz o espaço para nomes vistos como mais moderados, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e aumenta a percepção de continuidade do atual ambiente político, o que tende a pressionar câmbio e bolsa.
Também gerou desconforto entre investidores a decisão do ministro do STF, Dias Toffoli, de marcar uma acareação durante o recesso do Judiciário envolvendo o dono do Banco Master, um ex-presidente do BRB e um diretor do Banco Central, em investigação sobre a atuação da autoridade monetária na liquidação da instituição.
🌍 Exterior: China revisa PIB, sanções e tensões geopolíticas
No cenário internacional, a China revisou para baixo o PIB de 2024, estimado agora em 134,8 trilhões de iuanes (US$ 19,23 trilhões). Além disso, Pequim anunciou sanções contra 10 pessoas e 20 empresas dos Estados Unidos, incluindo uma unidade da Boeing, em resposta à venda de armas americanas para Taiwan.
No campo geopolítico, a Rússia acusou os EUA de “pirataria” no Caribe, após bloqueios relacionados à Venezuela. Em meio à crise política no país vizinho, ao menos 60 presos políticos foram libertados no Natal.
📈 Bolsas globais: baixa liquidez e expectativa por juros
Em Wall Street, os mercados operam próximos da estabilidade, em um pregão de baixa liquidez após o feriado. Os investidores seguem atentos às expectativas de cortes de juros em 2026 e ao tradicional rali de fim de ano.
Nos futuros, o Dow Jones recuava 0,11%, o S&P 500 caía 0,03%, enquanto o Nasdaq subia 0,02%.
Na Europa, as bolsas permanecem fechadas devido ao feriado. Já na Ásia, os mercados encerraram o dia em alta, com destaque para a China, onde o índice de Xangai registrou a oitava sessão consecutiva de ganhos, a melhor sequência desde abril.






















