O Brasil segue marcado por forte polarização política. Segundo levantamento do Datafolha, 40% dos brasileiros afirmam se identificar como petistas, enquanto 34% se dizem bolsonaristas. Os números mostram que, mesmo fora do período eleitoral, as duas principais correntes políticas do país continuam mobilizando grande parte da população.
A pesquisa ajuda a entender o atual clima político e o grau de divisão ideológica presente na sociedade brasileira.
O que dizem os números do Datafolha
De acordo com o Datafolha, a soma de petistas e bolsonaristas representa quase três quartos do eleitorado, um dado que reforça a força dessas duas identidades políticas. O levantamento também aponta que uma parcela menor da população afirma não se identificar com nenhum dos dois grupos ou prefere se manter neutra.
Especialistas observam que esse cenário reflete um alinhamento político mais emocional e identitário, que vai além de propostas pontuais ou eleições específicas.
Polarização que atravessa eleições
A identificação como petista ou bolsonarista não se limita ao momento do voto. Ela se manifesta em debates cotidianos, nas redes sociais e até em relações pessoais. Para analistas, a polarização se consolidou ao longo da última década e passou a fazer parte do comportamento político do brasileiro.
Mesmo com mudanças no governo federal, o embate entre apoiadores do presidente Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro segue influenciando a opinião pública.
Impacto no debate público
A divisão apontada pela pesquisa tem reflexos diretos no funcionamento das instituições e no debate político. Projetos de lei, decisões do governo e até pautas econômicas acabam sendo analisados sob uma ótica ideológica, o que dificulta consensos.
Para cientistas políticos, a polarização também aumenta a desconfiança em relação a adversários e amplia a circulação de discursos mais radicais, especialmente em ambientes digitais.
O espaço dos indecisos e críticos
Apesar do protagonismo de petistas e bolsonaristas, há um grupo significativo de brasileiros que não se reconhece em nenhum dos dois polos. Esse segmento tende a ser mais crítico e pode desempenhar papel decisivo em eleições futuras, dependendo do contexto econômico e social.
Pesquisadores apontam que esse eleitor costuma reagir mais a temas como inflação, emprego e serviços públicos do que a disputas ideológicas.
Os dados do Datafolha mostram que a polarização segue como marca central da política brasileira. Com 40% se dizendo petistas e 34% bolsonaristas, o país permanece dividido, o que levanta o desafio de construir diálogo e reduzir tensões em um cenário político cada vez mais marcado por identidades fortes e posições opostas.




































































