A influenciadora Isabel Veloso, de 19 anos, morreu neste sábado (10) em decorrência de um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático, responsável pela defesa do organismo. Ela estava internada desde novembro no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba. A morte foi confirmada pelo marido, Lucas Borbas, por meio de uma publicação nas redes sociais.
Isabel foi diagnosticada em 2021, aos 15 anos, e ganhou projeção nacional ao compartilhar com seus seguidores a rotina de tratamento, incluindo quimioterapia, internações e os desafios físicos e emocionais impostos pela doença.
🔬 O que é o linfoma de Hodgkin
O linfoma de Hodgkin é um câncer que se origina nos linfócitos, células do sistema imunológico responsáveis por combater infecções. Como essas células estão espalhadas por todo o corpo, a doença pode surgir em diferentes regiões, embora seja mais comum nos gânglios linfáticos do pescoço, axilas e tórax.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o principal sinal do linfoma é o aparecimento de ínguas indolores, especialmente em áreas superficiais do corpo. Quando o tumor se desenvolve no tórax, podem surgir tosse persistente, falta de ar e dor no peito. Já nos casos que atingem o abdômen, são comuns inchaço e desconforto abdominal.
🧬 Tipos de linfoma
Os linfomas são divididos em dois grandes grupos:
- Linfoma de Hodgkin
- Linfoma de não-Hodgkin
Apesar de diferentes, ambos podem apresentar sintomas semelhantes no início. A hematologista Maria Amorelli explica que os primeiros sinais costumam ser o aumento dos gânglios linfáticos.
“Eles aparecem com frequência no pescoço, axilas e virilha. Além disso, existem os chamados sintomas B, como febre no fim do dia, coceira no corpo e perda de peso”, afirma.
🧪 Causas e diagnóstico
As causas do linfoma de Hodgkin ainda não são totalmente conhecidas. Estudos indicam que a infecção pelo vírus Epstein-Barr pode estar associada a alguns casos, por interferir no funcionamento do sistema linfático.
Uma das marcas da doença é a presença das células de Reed-Sternberg, detectadas em exames laboratoriais. O diagnóstico envolve biópsia dos gânglios, exames de imagem e, em alguns casos, punção lombar.
Após a confirmação, a doença é classificada conforme o tipo e o estágio, o que orienta o tratamento, que pode incluir quimioterapia, imunoterapia e radioterapia.
🩺 Chances de cura
De acordo com especialistas, o linfoma de Hodgkin é um dos cânceres com maior taxa de cura, principalmente quando diagnosticado precocemente.
“Na maioria dos casos, conseguimos cura. Mas existem situações em que a doença é mais agressiva ou descoberta em estágio avançado, o que dificulta o controle”, explica Maria Amorelli.


































































