O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerra o ano de 2025 enfrentando um cenário de polarização acentuada e desafios na percepção pública. Novas pesquisas de opinião divulgadas nesta semana indicam que a desaprovação da gestão federal atingiu 50,9%, superando a marca da aprovação, que se fixou em 45,6%. Os dados refletem o desgaste político acumulado ao longo do segundo semestre, influenciado por oscilações na economia doméstica e debates sobre gastos públicos.
Enquanto o Planalto busca estratégias para reverter a tendência de queda na popularidade interna, o cenário internacional apresenta novas dinâmicas para a agenda econômica brasileira.
Nesta segunda-feira, o Banco Central da Áustria manifestou uma mudança de tom significativa em relação às relações comerciais transatlânticas. A instituição defendeu publicamente que o governo austríaco reavalie sua histórica oposição ao acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.
A Áustria tem sido, nos últimos anos, um dos principais entraves dentro do bloco europeu para a ratificação do tratado, citando preocupações ambientais e proteção ao setor agrícola local. No entanto, o posicionamento do Banco Central austríaco sugere que a necessidade de diversificação de mercados e o fortalecimento das cadeias de suprimentos globais podem estar pesando mais que as resistências protecionistas.
Para o governo Lula, a conclusão deste acordo é vista como uma vitória estratégica que poderia atrair investimentos e impulsionar as exportações brasileiras, servindo como um contrapeso positivo aos índices de desaprovação interna. Economistas avaliam que uma abertura maior para o mercado europeu traria fôlego ao PIB em 2026. Agora, o foco se volta para a diplomacia: resta saber se o governo brasileiro conseguirá capitalizar essas aberturas externas para reconquistar a confiança do eleitorado nacional no próximo ano.
































































