Milhões de brasileiros fazem apostas nas loterias oficiais da Caixa, como Mega-Sena, Quina, Lotofácil e outras modalidades. Mas o dinheiro arrecadado vai muito além dos prêmios distribuídos aos vencedores: ele é dividido por lei para financiar serviços públicos e programas sociais em diversas áreas do país.
Como é dividida a arrecadação
Do valor total arrecadado em cada sorteio, cerca de 43 % é destinado ao prêmio bruto, que será posteriormente pago aos apostadores que acertarem as combinações vencedoras.
O restante — os aproximadamente 57 % da arrecadação — é distribuído em três grandes grupos principais:
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Tributos, incluindo impostos;
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Custos operacionais e comissões das casas lotéricas;
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Repasses sociais obrigatórios por lei, que financiam áreas essenciais do país.
Repasses sociais e áreas beneficiadas
Os recursos que não são convertidos em prêmios são utilizados em programas sociais e fundos governamentais. Em 2025, por exemplo, a arrecadação destinada a repasses sociais foi superior a R$ 10,2 bilhões, distribuída em setores estratégicos:
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Educação: apoio ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), com centenas de milhões reais aplicados em crédito estudantil.
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Esporte: financiamento de programas esportivos, com recursos para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Comitê Paralímpico (CPB), clubes e federações.
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Segurança Pública: parte significativa dos recursos vai ao Fundo Nacional de Segurança Pública e ao Fundo Penitenciário Nacional.
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Cultura: apoio ao Fundo Nacional da Cultura, que financia projetos artísticos e eventos no Brasil.
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Saúde e seguridade social: importantes parcelas são destinadas a esses segmentos, ajudando a sustentar serviços públicos essenciais.
Esses repasses garantem que a arrecadação das apostas beneficie toda a população, inclusive quem nunca ganhou um prêmio em um sorteio.
Impostos e custos operacionais
Além dos repasses sociais, parte dos recursos arrecadados com as loterias é utilizada para custear a operação das loterias, incluindo pagamento de comissões a proprietários de casas lotéricas e outras despesas administrativas, além dos tributos previstos em lei.
Prêmios não resgatados
Quando um prêmio não é retirado pelo ganhador no prazo legal — geralmente 90 dias após o sorteio — o valor é repassado ao Fundo de Financiamento ao Ensino Superior (Fies), reforçando ainda mais os recursos destinados à educação no país.







































































