O presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Claudio “Chiqui” Tapia, foi proibido de sair da Argentina e convocado para depor no início de março em uma investigação que apura suposta sonegação fiscal e irregularidades na gestão de tributos pela entidade.
A medida judicial e investigação fiscal
A Justiça argentina determinou que Tapia não poderá deixar o país até o fim das investigações, e marcou seu depoimento para o dia 5 de março, segundo autoridades locais. A decisão inclui outros dirigentes da AFA, como o tesoureiro Pablo Toviggino e o secretário geral Cristian Malaspina, que também estão proibidos de viajar ao exterior por causa das mesmas apurações.
O caso foi aberto pela Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro (ARCA), órgão responsável pela fiscalização de tributos na Argentina, e envolve acusações de retenção indevida de impostos e contribuições à seguridade social que não teriam sido repassados ao Estado dentro do prazo legal.
Valores sob suspeita e contexto da acusação
De acordo com a denúncia, os valores sob investigação ultrapassam bilhões de pesos, considerando tributos como Imposto sobre Valor Agregado (IVA), Imposto de Renda e contribuições de seguridade social referentes a períodos entre março de 2024 e setembro de 2025.
Segundo a ARCA, a AFA teria atuado como agente de retenção — ou seja, descontado impostos de terceiros — mas não teria repassado esses valores ao Estado, caracterizando possível apropriação indevida.
Repercussões no futebol argentino
A medida contra Tapia ocorre em meio a uma fase de maior escrutínio sobre as finanças da principal entidade do futebol argentino. A investigação amplia o foco sobre a transparência e responsabilidade institucional da AFA, que organiza competições nacionais e representa o futebol argentino internacionalmente.
Se confirmadas irregularidades, o caso pode trazer consequências duradouras para a gestão da entidade e sua relação com clubes e órgãos internacionais.

































































