Vorcaro nega envolvimento em ataques ao Banco Central e pede investigação de influenciadores

O empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, negou ao Supremo Tribunal Federal (STF) qualquer participação em ataques virtuais contra o Banco Central (BC) e pediu que seja aberta uma investigação sobre a atuação de influenciadores digitais envolvidos nas postagens críticas ao órgão regulador. A manifestação foi feita em petição enviada ao ministro Dias Toffoli, relator do inquérito que apura diversos aspectos do caso envolvendo o banco.

Na petição, os advogados de Vorcaro afirmam que ele não teve “qualquer envolvimento ou conhecimento” sobre a suposta contratação de perfis para criticar o BC nas redes sociais, após a decisão da autoridade monetária de liquidar extrajudicialmente o Banco Master. Segundo a defesa, o empresário também não contratou influenciadores para atacar fiscais ou diretores do Banco Central.

Pedido de investigação sobre fake news

Além de negar participação nas supostas campanhas digitais, a defesa de Vorcaro solicitou que o STF determine a instauração de investigação para apurar fake news e crimes contra a honra relacionados à disseminação de conteúdos nas redes sociais. Os advogados afirmam que o banqueiro tem sido alvo de difamação e ataques virtuais coordenados, e que a análise das publicações é necessária para esclarecer quem são os responsáveis.


A petição destaca que Vorarco tem colaborado com as investigações em andamento, inclusive comparecendo a depoimentos no STF e respondendo a questionamentos sobre a liquidação do banco e a tentativa de venda da instituição ao Banco Regional de Brasília (BRB). A defesa sustenta que essas ações demonstram a ausência de ligação entre o empresário e as postagens críticas ao BC.

Contexto das postagens nas redes

A Polícia Federal iniciou uma apuração preliminar para verificar postagens em ao menos 40 perfis que divulgaram ataques contra o Banco Central e investigadores envolvidos no caso Master. Essas publicações, em sua maioria com o mesmo tom crítico, surgiram após a liquidação da instituição e geraram debates sobre possíveis campanhas coordenadas.

Os conteúdos críticos envolvem afirmações de que a liquidação da instituição teria sido precipitada ou prejudicial, e algumas das postagens foram objeto de análise por parte de entidades do setor financeiro que monitoram a reputação da autoridade monetária.

Relevância para o processo no STF

O caso está inserido no âmbito de um inquérito mais amplo que envolve a situação do Banco Master, decisões do Banco Central e as consequências jurídicas da liquidação da instituição. A manifestação de Vorcaro ao Supremo adiciona uma nova frente de questionamento sobre a origem e autoria das mensagens nas redes sociais e sobre a necessidade de responsabilização de possíveis autores de campanhas difamatórias.