Biometria

Biometria será exigida para novos benefícios do INSS em 2026

A partir de janeiro de 2026, a apresentação de documento com biometria será exigida para todo cidadão que solicitar um novo benefício do INSS, como aposentadorias ou auxílios. A regra, que já está em vigor desde novembro de 2025, visa combater fraudes e unificar a identificação nacional.

Para os novos pedidos, serão aceitos inicialmente a Carteira de Identidade Nacional (CIN), a CNH digital ou o Título de Eleitor com biometria. O cronograma é gradual: a partir de maio de 2026, quem não tiver biometria em nenhum desses documentos precisará emitir a CIN para fazer a solicitação. O prazo final é janeiro de 2028, quando a CIN se tornará o único documento válido para todos os requerimentos no INSS.

É importante tranquilizar os atuais beneficiários: a medida não afeta quem já recebe seus proventos. Não haverá bloqueio ou suspensão automática. A exigência vale apenas para novos pedidos iniciados após as datas estipuladas.


Haverá exceções. Estão dispensados da obrigatoriedade, por ora, idosos acima de 80 anos, pessoas com dificuldade de locomoção comprovada, moradores de áreas de difícil acesso e alguns casos específicos, como solicitações de salário-maternidade, até abril de 2026.

Como se preparar

Para a população em geral, a orientação é verificar se já possui biometria cadastrada. Como apontou a ministra Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), quem já vota com a biometria ou tem CNH com esse registro não precisa ter pressa, mas deve se preocupar em obter a CIN até 2028.

O primeiro passo é consultar a situação cadastral no aplicativo ou site do Meu INSS. Quem não tiver biometria em nenhum documento e precisar solicitar um benefício a partir de maio de 2026, deve providenciar a nova Carteira de Identidade Nacional, que é emitida gratuitamente pelos órgãos de identificação dos estados.

A medida representa uma mudança significativa na relação entre os cidadãos e a previdência, buscando modernizar o sistema, aumentar a segurança e direcionar os recursos públicos a quem tem direito de fato.