O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como inaceitável a ação militar dos EUA na Venezuela, que incluiu bombardeios e alegou a captura do presidente Nicolás Maduro. Em manifestação nas redes sociais, Lula afirmou que a ação “ultrapassam uma linha inaceitável” e representa uma grave afronta à soberania venezuelana.
Crítica ao precedente perigoso
Segundo o presidente brasileiro, a intervenção armada viola claramente o direito internacional e cria um “precedente perigoso”, relembrando períodos históricos de forte interferência externa na América Latina. Ele defendeu que cabe à Organização das Nações Unidas (ONU) dar uma resposta vigorosa ao caso, reforçando a importância do diálogo e da cooperação como únicas vias legítimas para a solução de controvérsias internacionais.
Posicionamento bipartidário no Brasil
A condenação não se restringiu ao Planalto. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também se manifestou, expressando preocupação com a escalada de tensão na região. Embora tenha sido crítico ao regime de Maduro, que classificou como “ditatorial e violador de direitos humanos”, Leite foi taxativo ao afirmar que uma intervenção armada estrangeira contra um país soberano é igualmente inaceitável, defendendo a prevalência dos princípios diplomáticos.
Contexto da política externa brasileira
A firme reação contra a violação da soberania venezuelana está em linha com posicionamentos recentes da diplomacia do governo Lula em outros conflitos. O Brasil tem emitido repetidas críticas a operações militares que considera desproporcionais ou que violam a soberania de nações, com destaque para os numerosos comunicados oficiais condenando ações de Israel no Oriente Médio. Em julho de 2024, por exemplo, Lula já havia classificado um bombardeio israelense na Faixa de Gaza como “inadmissível” e um “massacre interminável”. O princípio da não-intervenção e da solução pacífica de controvérsias parece ser um eixo condutor dessas manifestações.
Aguardando confirmações
Até o momento, não há confirmação independente sobre a captura de Maduro ou a extensão total dos ataques na Venezuela. O governo dos Estados Unidos anunciou uma coletiva de imprensa para este sábado, 3 de janeiro, quando deve apresentar mais detalhes sobre a operação. A comunidade internacional aguarda os desdobramentos, enquanto lideranças latino-americanas, seguindo a posição brasileira, devem pressionar por um retorno à normalidade institucional por meio de canais diplomáticos.

































































