O reajuste no salário mínimo para R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026 impacta diretamente o bolso dos Microempreendedores Individuais (MEI) no país. A contribuição mensal básica do MEI aumentou de R$ 75,90 para R$ 81,05, representando uma alta de R$ 5,15, que acompanha a nova base salarial .
A elevação ocorre porque a contribuição previdenciária do MEI corresponde a 5% do salário mínimo vigente, valor que passou a vigorar junto com o novo piso nacional . Para o MEI caminhoneiro, cuja alíquota é maior, o valor mensal pula para R$ 194,52 .
O pagamento é realizado pelo Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), com vencimento no dia 20 de cada mês. A guia pode ser emitida no Portal do Simples Nacional ou pelo aplicativo App MEI e paga via boleto, PIX ou débito automático .
Além da contribuição base, os empreendedores devem recolher impostos conforme a atividade: acréscimo de R$ 1 para ICMS (comércio e indústria) ou R$ 5 para ISSQN (serviços) . Em atividades mistas, soma-se R$ 6. Assim, o valor total mensal para MEIs em geral pode variar de R$ 81,05 a R$ 87,05 . Já para o MEI caminhoneiro, a contribuição pode chegar a R$ 200,52 .
Em troca, o pagamento regular garante cobertura previdenciária, incluindo acesso a aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão .
O novo salário mínimo de R$ 1.621 representa um reajuste de 6,79% (ou R$ 103) sobre o valor de 2025, que era de R$ 1.518. O cálculo segue a política de valorização que soma a inflação medida pelo INPC (4,18% em 12 meses até novembro de 2025) ao crescimento do PIB de dois anos antes, limitado a 2,5% .
Para manter o enquadramento como MEI, o empreendedor precisa respeitar o limite de faturamento anual de R$ 81 mil. A regra é mais flexível para o MEI transportador autônomo (caminhoneiro), cujo teto é de R$ 251,6 mil por ano.

































































