Fernando Haddad concede entrevista e afirma que a economia brasileira deve estar mais arrumada até o fim de 2026
Fernando Haddad concede entrevista e afirma que a economia brasileira deve estar mais arrumada até o fim de 2026

Haddad defende que Brasil terá economia mais arrumada até fim de 2026

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou nesta terça-feira que o Brasil encerrará 2026 com economia mais organizada do que a herdada no início do atual governo. Em entrevista à GloboNews, o ministro defendeu a estratégia econômica baseada em equilíbrio fiscal capaz de impulsionar crescimento sem penalizar a população de baixa renda. A declaração ocorre em momento crucial, com o país iniciando ano eleitoral e enfrentando desafios para controlar inflação.

Resultados dos últimos anos

Haddad destacou que nos últimos dois anos o país registrou crescimento acumulado de 7% e criou 3,5 milhões de novos postos de trabalho. Segundo ele, o resultado reflete recuperação da renda dos trabalhadores e consistência da política econômica. O ministro citou conquistas como reforma tributária após 30 anos de espera, modernização do contrato de seguros, programa Desenrola Brasil e novo Marco de Garantias como exemplos do trabalho realizado.


Desafios fiscais reconhecidos

O titular da Fazenda admitiu que o compromisso de reduzir o déficit para menos de 1% não foi cumprido, com pagamentos de precatórios e dívidas herdadas elevando o índice para mais de 2%. Ainda assim, defendeu que o esforço fiscal do Brasil foi reconhecido pelo Fundo Monetário Internacional como um dos mais significativos do mundo. Para 2026, estão previstas discussões sobre Reforma da Renda, tributação de Big Techs e implantação do pilar 2 da OCDE.

Complexidade política e econômica

Haddad reconheceu que entregar resultado primário não é operação matemática complexa, mas sim equação política que exige harmonização entre Congresso, Judiciário e Executivo. O ministro alertou para o cenário externo complicado e afirmou que além da economia, é preciso cuidar da democracia, das instituições e da integridade das pessoas. O posicionamento busca tranquilizar mercados enquanto mantém compromisso com políticas sociais que podem beneficiar o governo em ano de eleições presidenciais.