Idosa e criança em atendimento social ilustram o BPC 2026, com novo valor de R$ 1.621 já em vigor para beneficiários
Idosa e criança em atendimento social ilustram o BPC 2026, com novo valor de R$ 1.621 já em vigor para beneficiários

BPC reajusta para R$ 1.621 e amplia critério de renda para novos beneficiários em 2026

O Benefício de Prestação Continuada inicia 2026 com valor reajustado para mil seiscentos e vinte e um reais mensais, acompanhando automaticamente o novo salário mínimo nacional. O aumento representa ganho de cento e três reais em relação a 2025 e impacta diretamente cerca de cinco milhões e meio de beneficiários entre idosos com mais de sessenta e cinco anos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade.

O reajuste não apenas corrige o valor nominal do benefício, mas também altera o critério de renda para concessão. Em 2026, famílias com renda per capita de até quatrocentos e cinco reais e vinte e cinco centavos podem acessar o BPC, valor correspondente a um quarto do salário mínimo. A mudança abre possibilidade para que famílias que tiveram pequenos aumentos salariais no último ano consigam aprovação.

Fibromialgia facilita acesso

Uma mudança importante na forma como o INSS encara determinadas doenças está ampliando o acesso ao benefício. A fibromialgia, condição que causa dores crônicas e fadiga extrema, passou a ser reconhecida mais amplamente como impedimento de longo prazo que justifica a concessão do BPC. O foco da análise não está apenas no nome da doença, mas no impacto que ela gera na vida do cidadão.


A perícia médica do INSS avalia se as crises de dor e a fadiga crônica impedem que o segurado realize tarefas simples ou se integre no ambiente de trabalho em igualdade com outras pessoas. Se a doença causa afastamento social e profissional severo, ela passa a ser tratada sob a mesma ótica das deficiências permanentes, facilitando a aprovação do benefício.

CadÚnico atualizado é obrigatório

Estar com o Cadastro Único atualizado tornou-se o principal requisito para manutenção do BPC em 2026. Cadastros sem atualização há mais de vinte e quatro meses entram automaticamente na lista de suspensão. O governo federal utiliza o CadÚnico para verificar se o beneficiário ainda reside no endereço informado e se a estrutura familiar permanece a mesma.

Gastos com medicamentos, fraldas e tratamentos de saúde que não são fornecidos pelo SUS podem ser abatidos do cálculo da renda no momento da revisão, desde que devidamente comprovados por laudos e receitas médicas. Essa possibilidade ajuda famílias com despesas elevadas de saúde a se enquadrarem no limite de renda estabelecido.

O pagamento do BPC reajustado começa efetivamente em fevereiro, uma vez que o sistema considera como referência o salário mínimo vigente no mês anterior ao processamento. Os depósitos seguem o calendário do INSS, organizados conforme o último número do cartão de benefício, entre os dias vinte e seis de janeiro e início de fevereiro. Diferente da aposentadoria, o BPC não oferece décimo terceiro salário nem deixa pensão por morte para dependentes.