Carol Solberg é suspensa após comemorar prisão de Bolsonaro em etapa do Circuito Mundial
A jogadora de vôlei de praia Carol Solberg foi suspensa pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) após comemorar a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma etapa do Circuito Mundial no fim de 2025.
A punição impede a atleta de disputar a primeira etapa do Circuito Mundial de 2026, o Beach Pro Tour Elite 16, que será realizado entre os dias 11 e 15 de março, em João Pessoa, na Paraíba.

Declaração após conquista de medalha
A manifestação de Carol ocorreu no dia 23 de novembro, logo após a conquista da medalha de bronze no Mundial disputado na Austrália, ao lado da parceira Rebecca.
Durante entrevista ainda em quadra, a atleta celebrou a prisão de Bolsonaro, ocorrida na véspera da partida, e fez críticas diretas ao ex-presidente.
A fala teve grande repercussão e dividiu opiniões nas redes sociais e no meio esportivo.
Punição por “conduta antiesportiva”
De acordo com informações divulgadas pelo jornalista Juca Kfouri, do UOL, a FIVB enquadrou a atitude da atleta como “conduta antiesportiva”, com base no Artigo 8.3 do Regulamento Disciplinar.
O dispositivo prevê punições para:
- Linguagem considerada ofensiva
- Gestos ou manifestações não esportivas
- Atitudes que possam trazer descrédito ao esporte ou à entidade
Até o momento, a FIVB não publicou um posicionamento oficial detalhado sobre o caso.
Impacto na temporada 2026
Com a suspensão, Carol Solberg ficará fora da etapa de abertura do circuito mundial, justamente uma das principais competições do calendário internacional.
O torneio em João Pessoa marca o início da temporada e reúne as principais duplas do ranking mundial.
Silêncio das entidades e da atleta
A equipe de Carol Solberg confirmou a punição, mas informou que a atleta não irá se manifestar neste momento.
A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) também não comentou o caso até agora.
Repercussão
O episódio reacende o debate sobre os limites entre posicionamento político e conduta esportiva em competições internacionais.
A decisão da FIVB pode abrir precedente para casos semelhantes, envolvendo manifestações públicas de atletas durante eventos oficiais.
































































