Mercados emergentes posicionam-se como principais vetores de retorno potencial para 2026, combinando prêmio de crescimento econômico com ativos descontados após período de subperformance. Expectativas giram em torno de dólar globalmente mais fraco e cortes de juros em várias economias, abrindo espaço para revisões de valuation em países que oferecem crescimento superior ao de economias desenvolvidas maduras.
Índia segue como grande destaque estrutural, apoiada em Produto Interno Bruto robusto, demografia jovem e reposicionamento de cadeias produtivas sob estratégia China mais um. Com empresas buscando diversificar manufatura para além da China em resposta a tensões geopolíticas e tarifárias, subcontinente indiano beneficia-se de fluxos de investimento direto substanciais que sustentam expansão econômica acelerada por anos vindouros.
China enfrenta pressões tarifárias
China continua sendo elo mais sensível entre emergentes, pressionada por tarifas americanas renovadas e incertezas regulatórias domésticas, mas apresenta potencial de reprecificação caso estímulos governamentais consigam consolidar recuperação em tecnologia e veículos elétricos. Concentração chinesa em indústrias do futuro como energia limpa e inteligência artificial oferece exposição a mega tendências globais, compensando parcialmente riscos políticos e econômicos de curto prazo.
Brasil e América Latina focam em emissores com juros reais ainda altos, atraindo carry trade internacional que busca rentabilidade em economias com taxas substancialmente superiores às de países desenvolvidos. Para investidor brasileiro, contudo, vale alerta crítico: elevada exposição natural ao risco Brasil exige seletividade redobrada ao escolher outros ativos emergentes para carteira internacional, evitando concentração excessiva em economias com vulnerabilidades similares.
Seletividade como chave
Estrategistas recomendam exposição balanceada evitando concentração geográfica excessiva. Embora emergentes ofereçam potencial de retorno superior, também carregam volatilidade mais acentuada e riscos políticos que podem materializar-se rapidamente. Diversificação entre regiões, setores e classes de ativos torna-se fundamental para capturar prêmio de crescimento emergente enquanto mitiga riscos idiossincráticos de países individuais.
O ambiente de 2026 será marcado por crescimento moderado sem recessão técnica, mas longe de expansão robusta em economias desenvolvidas. Consumo das famílias e investimentos corporativos, especialmente em tecnologia, devem sustentar crescimento americano em torno de dois por cento, insuficiente para gerar inflação descontrolada mas suficiente para validar valuations esticados se lucros corporativos materializarem projeções otimistas do mercado.
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