Fachada do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, relacionada às regras definidas pelo TSE para pesquisas eleitorais de 2026.
Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, onde foram definidas as novas regras que vão orientar a realização e divulgação de pesquisas eleitorais nas eleições de 2026.

TSE estabelece novas regras para pesquisas eleitorais de 2026 a partir de janeiro

A partir de 1º de janeiro, todas as entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública sobre as Eleições Gerais de 2026 devem registrar o levantamento junto à Justiça Eleitoral, independentemente de divulgar os resultados. A exigência consta no artigo 33 da Lei das Eleições e visa garantir transparência e fiscalização sobre os institutos que atuam no processo eleitoral.

Prazo de cinco dias antes da divulgação

O cadastro prévio da pesquisa deve ocorrer até cinco dias antes da divulgação do estudo, acompanhado de informações essenciais como quem contratou a pesquisa, valor e origem dos recursos, metodologia empregada, período de realização, margem de erro e tamanho da amostra. A medida permite que a Justiça Eleitoral monitore a qualidade técnica dos levantamentos.


Restrições à publicidade pública em ano eleitoral

Também em anos eleitorais, a partir de 1º de janeiro, fica proibido realizar despesas com publicidade dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais que excedam a média dos gastos no primeiro semestre dos três últimos anos anteriores ao pleito. A limitação busca evitar o uso da máquina pública para beneficiar candidatos situacionistas.

Condutas vedadas aos agentes públicos

As restrições aos agentes públicos que possam comprometer a igualdade de oportunidades entre candidatos estão previstas no capítulo V da Resolução TSE nº 23.735/2024. As regras abrangem desde o uso de bens públicos até a distribuição de benefícios de forma direcionada. O descumprimento pode resultar em cassação de registro ou diploma.

A fiscalização rigorosa das pesquisas eleitorais tem como objetivo proteger o eleitor de informações enganosas que possam influenciar o voto. Com a proximidade das eleições, a tendência é que o número de levantamentos aumente significativamente a partir do segundo semestre. O TSE manterá todos os registros disponíveis para consulta pública em seu portal, permitindo que cidadãos e candidatos verifiquem a idoneidade dos institutos.